Sempre que você ouve ou lê algo relacionado ao consulado ou à embaixada, acha que são sinônimos? Pois saiba que, embora pertençam ao mesmo órgão — o Ministério das Relações Exteriores — e se pareçam em muitos aspectos, existe, sim, diferença entre consulado e embaixada.

Em termos gerais, ambos representam o Brasil fora do país e vice-versa. Eles são imprescindíveis quando o assunto é relações exteriores e assistência ao cidadão brasileiro em terras estrangeiras.

Para ajudá-lo a sanar todas as suas dúvidas em relação aos dois de uma vez por todas, no post de hoje, reunimos informações essenciais sobre a diferença entre consulado e embaixada. Acompanhe e confira!

O que faz uma embaixada?

A embaixada é o posto máximo de um país dentro de outro. Na prática, é como se fosse um território estrangeiro em um solo nacional. Por exemplo, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil é regida pelas leis norte-americanas e controlada pelo governo estadunidense.

Sua principal função é cuidar da relação entre os Estados, defendendo os interesses do país que representa. Ou seja, ela trata de assuntos de comum interesse entre os governos em diversas áreas, como política, comércio, cultura, economia, entre outras.

As embaixadas ficam na capital de cada país. Somente em Brasília, existem 135 representações estrangeiras, e o Brasil conta com 139 embaixadas no exterior. Um embaixador ou embaixatriz é quem comanda a repartição e é sempre nomeado pelo Presidente da República. A duração do cargo é de cinco anos. Depois disso, há uma transferência para outra nação ou de volta ao seu país de origem.

Por ser um território estrangeiro e ter uma alta representatividade, muitas embaixadas são vítimas de atentados ou são fechadas, principalmente quando um país corta suas relações diplomáticas com outro.

O que faz um consulado?

Assim como uma embaixada, um consulado também é um território estrangeiro dentro de outra jurisdição. Porém, a maior diferença está no fato de que ele trata das relações entre o Estado e os cidadãos ou as empresas.

Portanto, mesmo que um país corte relações diplomáticas com outro e chegue a fechar a embaixada, o consulado não sofre alterações, pois ele não trata de questões políticas, mas, sim, de assistência aos seus conterrâneos.

O consulado funciona para emitir documentos tanto daqueles que estão viajando como dos que moram no exterior. Certidões de nascimento e de óbito, vistos, passaportes, certificados e até registros de voto em eleições presidenciais são competências do consulado.

Diferentemente das embaixadas, pode haver mais de um consulado em uma nação. Os Estados Unidos, por exemplo, possuem quatro consulados no Brasil, enquanto que mantêm somente uma embaixada por aqui.

Cabe ao cônsul chefiar o consulado e ele também conta com pessoas que ocupam outras funções, como cônsules adjuntos ou vice-cônsules. Ao todo, o Brasil conta com 64 consulados e 8 vice-consulados espalhados pelo mundo.

Onde um diplomata trabalha?

Se um embaixador fica na embaixada e um cônsul no consulado, onde trabalha um diplomata?

Ao contrário dos outros cargos que acontecem por indicação, um diplomata é um servidor público, um funcionário concursado do Ministério das Relações Exteriores. Ele pode trabalhar tanto nas embaixadas brasileiras como nos consulados no exterior. Durante sua carreira, existe a possibilidade de tornar-se cônsul ou embaixador, bastando apenas ser indicado.

Então, basicamente, a diferença entre consulado e embaixada resume-se a quem eles se destinam: se aos cidadãos, é consulado; se ao Estado, embaixada. Ambos os espaços têm papel fundamental para o desenvolvimento do país e da população brasileira do outro lado das fronteiras.

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