Há bastante tempo, o cartão de crédito é um facilitador das transações comerciais que dá maior praticidade aos pagamentos e permite um controle detalhado das despesas. Mais recentemente, o cartão virtual veio para aumentar a opção dos usuários, oferecendo novas possibilidades de contratação dos serviços de crédito.

Confira, neste post, as diferenças entre o cartão virtual e o cartão físico.

História do crédito

O cartão de crédito foi criado nos anos 1920 nos Estados Unidos como uma espécie de cartão de fidelidade feito de papel, que permitia que os clientes mais assíduos de um estabelecimento debitassem suas compras em uma conta. Nos anos 1950, foi criado o The Diners Club — o clube do jantar. Os associados do clube utilizavam um cartão ainda de papel no pagamento de refeições realizadas em determinados restaurantes.

A ideia era tão boa que, em pouco tempo, estabelecimentos de vários outros segmentos aderiram a ela. Assim, pessoas que eram reconhecidamente confiáveis podiam fazer suas compras sem usar dinheiro, garantindo que o pagamento fosse feito posteriormente, em uma data pré-determinada.

Em 1955, o cartão de crédito passou pela sua primeira evolução e começou a ser confeccionado em plástico. Um ano mais tarde ele chegou ao Brasil e se tornou um símbolo de status social.

Com os anos, a modalidade de pagamento se popularizou e passou a ser aceita por uma imensa rede de estabelecimentos.

O cartão de crédito físico

Na emissão do cartão de crédito físico existem duas personalidades básicas. Por um lado, há as administradoras dos cartões, que estabelecem as políticas de crédito e que são identificadas pelas bandeiras próprias — Mastercard, Visa, Elo, Diners etc.

Por outro, há as operadoras que, em geral, são instituições financeiras — Banco do Brasil, Bradesco, Santander etc. — que respondem pela operação de crédito propriamente dita.

Ainda, existe a possibilidade da participação de outras instituições — como companhias aéreas, seguradoras e até clubes de futebol, entre outras — que podem associar as próprias marcas ao cartão.

Qualquer que seja o caso, o cliente utiliza um cartão físico nas compras. Muitas vezes, esse mesmo cartão está vinculado à conta bancária do cliente e permite também as operações de débito direto em conta, o que representa uma praticidade adicional.

O cartão virtual

A palavra “virtual” costuma passar a impressão de algo que não é real. Porém, a rigor, ela diz respeito a algo que faz referência ao que é real, mas que, em alguma situação, está representado por uma simulação da realidade.

Pode parecer complicado, mas não é. Por exemplo, a imagem de uma pessoa no espelho é virtual, mas representa fielmente a pessoa real que está sendo refletida.

O cartão de crédito virtual é mais ou menos o mesmo. Na maioria das vezes, ele existe com um espelho de um cartão físico que pode ser utilizado em transações eletrônicas. Contudo, há situações em que o cartão físico não existe mas, ainda assim, o crédito que o cartão representa é real.

Um exemplo do primeiro caso são os cartões virtuais do Itaú e do Banco do Brasil, que estão vinculados a cartões reais. O segundo caso é o cartão virtual pré-pago do Pay Pal, com o qual a pessoa faz o carregamento de um determinado valor que poderá ser utilizado em transações virtuais.

Qual o melhor?

Cada cartão possui características próprias, que o torna apropriado a determinado tipo de operação, o que pode incluir vantagens. No caso do cartão virtual, a grande vantagem está na possibilidade de realizar transações online com maior segurança. Afinal, o cliente pode definir a validade do cartão por prazo e valor específicos podendo, inclusive, vinculá-lo a uma determinada compra.

Com isso, aquele cartão não poderá ser utilizado em outras transações, evitando o risco de clonagem que o cartão físico oferece.

Porém, o cartão virtual ainda não pode ser utilizado na maioria das operações físicas correntes, como pagar a conta do supermercado. Portanto, ele é apropriado para as compras pela internet, enquanto o físico deve ser utilizado nas compras feitas nos estabelecimentos também físicos.

Agora que você já sabe a diferença entre o cartão virtual e o cartão físico, leia nosso próximo post e conheça as regras do cartão corporativo!